Aqui um resumo para você interessado num guia prático, sem destino acadêmico, para passar a ter sonhos lúcidos. Escrito pelos jovens cineastas e escritores Dylan Tuccillo, Jared Zeizel e Thomas Peisel, estiveram envolvidos com sonhos lúcidos desde a adolescência. São onironautas (navegadores de sonhos) declarados e fundaram o Dreams Lab, uma comunidade de sonhadores para explorar o potencial dos sonhos.
Site de onironáutica DreamLabs dos autores: http://www.dreamlabs.io


Algumas reportagens: 

1. O começo da jornada

É um livro para aprender a se reconectar com os sonhos, tê-los de maneira lúcida e, então, saber o que fazer quando alcançar a lucidez. Tudo começa com um experimento inglês, da década de 70, envolvendo Keith Hearne e Alan Worsley, para tentar provar que há consciência nos sonhos. A dificuldade era o sonhador informar a uma pessoa acordada que sabia que estava sonhando. Então tiveram a ideia de transmitir pelo movimento do olho quando o sonhador estivesse dentro do sonho e consciente disso. O resto do corpo não poderia fazer isto, pois estaria em atonia do sono. E conseguiram. Mais tarde, Stephen LaBergue, de Stanford, conduziu experimentos semelhantes e é uma das autoridades no assunto.

Ter um sonho lúcido é ter a consciência, dentro dos sonhos, de que se está sonhando. É poder dizer/pensar: “Será que estou sonhando? Sim, estou sonhando!” No entanto, o mais excitante é poder mover, dar forma e criar objetos e situações: “Tudo ao seu redor assume uma relação íntima com você: o mundo em torno é você!” (p. 22). De acordo com os autores, os benefícios são: 1) ter aventuras e satisfazer fantasias; 2) encarar pesadelos; 3) ser criativo e inspirar-se; 4) resolver problemas; 5) curar-se física e psicologicamente; 6) autoconhecer-se. 

2. Que são sonhos?

Há uma vasta história em várias culturas. Para efeitos modernos, o marco é “A interpretações dos sonhos”, de Freud. Atualmente há mais pesquisa sobre sonhos que em qualquer outro tempo. Ainda assim, o que eles são está sujeito a várias abordagens e interpretações e não há até hoje uma boa resposta para a pergunta “por que sonhamos?” 

3. História

Primeiro registro é de 3100 a.C. entre os sumérios. O antigo Egito estabelece uma profunda ligação, incluindo a sua palavra para sonho, rswt, que é traduzida por “despertar” ou “vir a despertar”. É representada pelo hieróglifo do olho aberto. Daí em diante há os relatos de gregos, romanos, hindus, tibetanos, chineses, hebreus, indígenas, idade média até os tempos modernos dos sonhos, inaugurados por Freud e estendido por Jung.

4. REM

Os sonhos ocorrem principalmente, mas não exclusivamente, durante os períodos de sonho REM. A sigla, de rapid eye movement, ou movimento rápido dos olhos, é o ápice de um ciclo de “montanha russa” com os seguintes estágios: 1) quando o corpo adormece e ocorrem imagens hipnagógicas (imagens, luzes e outras sensações) e espasmos hípnicos (pequenos tremores aleatórios); 2) adormecido, mas não em sono profundo, há a desaceleração; 3) sono profundo; após isto, começa o retorno ao estágio 2, após ao 1 e, finalmente, estágio REM: cérebro em grande atividade, sonhos ocorrendo e corpo em atonia do sono – o cérebro mostra uma atividade semelhante à do estado de vigília. Há de 3 a 5 destes ciclos, e os mais longos estágios REM são os últimos da noite de sono. Saber quando se está sonhando é importante para um sonhador que deseja a lucidez. Os praticantes de sonhos lúcidos tendem a escolher o último ciclo, pois é o momento com maiores chances de tê-los. É um momento que dura aproximadamente 50 minutos e relacionam-se com aqueles sonhos das primeiras horas da manhã.

5. Intenção

Parte de iniciar a ter sonhos lúcidos é estabelecer uma disposição mental, uma intenção para tê-los. Implica estar envolvido mentalmente, desejando-os e praticando o teste da realidade. Isto provoca uma situação em que o cérebro “imagina” estar tendo sonhos lúcidos, mesmo na vigília, partindo do pressuposto de que “o pensamento produz as mesmas instruções mentais que a ação”, de acordo com McTaggart em O experimento da intenção (p. 61). Procedimentos:

  1. Estabeleça uma intenção e repita-a antes de cair no sono, da mesma forma como se estivesse incubando um sonho. Diga: “Estou lúcido e consciente em meus sonhos!”
  2. Sinta sua intenção visualizando o desejo se realizando. Perceba como é o momento do “A há! Estou lúcido!” Envolva os cinco sentidos na tarefa.
  3. Alimente a expectativa de “acordar” em seu sonho naquela noite.
  4. Cultive isto continuamente. Faça disso seu pensamento dominante. “Estou lúcido e consciente em meu sonho.”
  5. Pode ser que não ocorra na primeira noite.

6. Lembrar-se dos sonhos

Ter sonhos lúcidos está diretamente ligado com lembrar-se dos sonhos. Lembrar-se dos sonhos exige uma mudança de prioridade e foco em relação a eles. Valorize-os como experiências importantes.
Comece a praticar bons hábitos de sono, como dormir na mesma hora e descansar o suficiente. Estabeleça rituais relaxantes noturnos, evitando TV e computadores, assim como álcool, cigarro, maconha, café, ou seja, elementos que você sinta que dificultam o sono ou o sonho. Seu quarto deve ser escuro, confortável e silencioso. Estabeleça a intenção antes de dormir: “eu vou me lembrar dos meus sonhos”.
Acorde de modo correto, de forma lenta, sem se movimentar, sem ter pensamentos sobre o dia. Colete fragmentos dos sonhos, pequenas partes e trabalhe por associação. Examine suas emoções. Tome nota de tudo. Para ter sonhos lúcidos, cerca de um sonho lembrado por noite é importante.

7. Diário

O método mais eficaz para lembrar-se sistematicamente dos sonhos é anotá-los sistematicamente. Anote-os ao acordar, pois 10 minutos depois 90% estará perdido.  Os sonhos contêm insights que surgem ao anotá-los ou relê-los.
Mantenha seu diário perto da cama. Caso não lembre de tudo, preencha com palavras-chave. Escreva no tempo presente. Atribua um título a cada sonho. Caso tenha sido lúcido, anote a palavra LÚCIDO junto ao mesmo.
Preste atenção a elementos recorrentes nos seus sonhos, pois eles serão úteis para você reconhecer que está num sonho e chegar à lucidez. São os gatilhos de sonhos lúcidos.
Anote assim que acordar, senão irá esquecê-los. Estabeleça uma disposição de divertir-se com as aventuras e experiências tidas.

8. Checagem da realidade

O diálogo com o mundo dos sonhos é estimulado com a checagem de realidade. Basicamente trata-se de fazer várias vezes ao longo do dia a pergunta “Será que estou sonhando?” Ao repeti-la em vigília, você se pegará fazendo a pergunta ao sonhar.
Ao fazê-la de cinco a dez vezes no dia em intervalos regulares, faça também uma checagem física. A checagem física indica se você está acordado ou sonhando. Tentar atravessar a palma da sua mão com o dedo (o que no sonho será possível), contar os dedos de suas mãos para verificar se são dez, saltar para verificar se não sai voando ou flutuando, tampar o nariz para verificar se consegue respirar, olhar-se no espelho para ver se o reflexo está normal ou ler uma frase duas vezes para ver se ela não muda.

Para ativá-la, coloque o alarme do celular para tocar várias vezes ou quando atender o telefone, atravessar por uma porta, ver um cachorro, depois de cada refeição, toda vez que chegar a um lugar, sempre que acontecer algo estranho, toda vez que escutar música, toda vez que sentir cheiros particulares ou sempre que estiver numa situação emocionalmente envolvente. Outra estratégia é carregar no bolso, no chaveiro ou algum lugar que possa ser visto durante o dia, um totem. Totem é um pequeno item pessoal que ajuda a criar o hábito de se perguntar se está sonhando ou não.

Isto tudo estabelece a intenção do sonho lúcido e a presença no estado de vigília. Ou seja, você evita a situação de estar “dormindo” na sua vida.

9. Alcançar a lucidez

A forma mais comum de ter um sonho lúcido é alcançar a lucidez dentro do sonho. Esta técnica chama-se DILD – dream initiated lucid dream, ou sonho lúcido iniciado no sonho. Isto acontecerá na medida que se exercitar as técnicas que despertam a consciência, como checagem da realidade, encontrar sinais indicativos de sonhos e estabelecer a intenção da lucidez. A lucidez chega com o pensamento “A há! Estou sonhando!”
Os resultados podem ser potencializados focando-se no último ciclo de REM, que ocorre de uma a duas horas antes da hora de acordar. A vantagem do último REM é que o sonho é mais longo, não há mais sono profundo antes de acordar e é mais fácil de lembrar. Acorde após seis horas de sono, fique de 15 a 20 minutos desperto com o cérebro (esquerdo) ativo e lembrando da intenção, e depois volte a dormir. No tempo acordado você pode ler seu diário de sonhos, olhar a lista de sinais indicativos de sonho, ler um livro sobre sonhos, fazer um desenho do sonho que gostaria de ter, escrever uma carta ao inconsciente ou perguntar a si mesmo continuamente se está sonhando.
Você pode tentar o mesmo quando for tirar uma soneca.

10. Permanecer lúcido

Permanecer lúcido depois de alcançar a lucidez e a consciência no sonho exige um delicado equilíbrio de atenção. Para prolongar o estado de lucidez e ancorar-se num ambiente de sonho estável, use técnicas de estabilização. Elas aguçam o foco e lembrarão a você que estará sonhando e cria uma paisagem “sólida” para ser explorada como se fosse o mundo físico.
Quando usá-las: 1) assim que alcançar a lucidez, pois são os mais importantes primeiros instantes; 2) quando o sonho começar a se dissipar, isto é, quando o sonho lúcido ameaça voltar a ser um sonho comum (os elementos visuais começam a esmaecer); 3) para amplificar a lucidez, o que eleva o nível de consciência no sonho.
Técnicas: 1) mantenha a calma e não comemore no sonho – deixe isto para quando acordar; 2) gire ao redor do próprio eixo; 3) continue envolvido no sonho – esteja ativo e explore tudo o que desejar; 4) não se distraia demais com nada – mantenha um equilíbrio entre aproveitar e estar consciente; 5) toque nos elementos; 6) assuma o controle, por exemplo, falando consigo mesmo sobre o que deve fazer; 7) medite no sonho.

11. Meios de transporte

Meios de transporte em sonhos, além de uma experiência por si só, podem levá-lo a lugares.
Tecnicamente, no mundo dos sonhos você não precisa de meios para deslocar-se, mas facilitam as coisas com sua mente acostumada com causa-e-efeito. É um modo de convencer sua mente que é possível fazer o impossível. No mundo onírico, a “realidade” pode ser facilmente distorcida. Saiba que a gravidade pode ser quebrada e distorcida, não há um rigoroso “tempo e espaço” e o movimento corre por meio da vontade.
Antes de se movimentar, aplique técnicas de estabilização. Decole como preferir, por exemplo, usando o jeito dos super-heróis com punhos à frente, nadando, batendo asas, motor a jato, tapete mágico, pulando ou como se fosse uma fada. Treine aterrissar. Se não for uma experiência bem-sucedida, pode vir a acordar.
Outra forma eficaz para movimentar-se é o uso de portais, como portas, cavernas, paredes, espelhos. Você também pode atravessar paredes e viajar no tempo.
Enquanto estiver voando ou se movimentando, só é necessário concentração e uma intenção.

12. Criatividade

Os princípios dos sonhos são diferentes do mundo físico. Elementos podem ser instantaneamente criados.
A criação é mais eficaz quando há uma forte intenção ou imagem “forte” nos olhos da mente, incluindo uma ligação emocional. Ao focar pensamentos e sentimentos em um elemento que deseja criar, instantaneamente criará as circunstâncias necessárias em torno de si. As expectativas têm efeito positivo, pois o mundo dos sonhos também espelha suas próprias crenças e desejos. Assuma o controle de suas expectativas.
Embora os elementos do sonho pareçam externos, eles são um reflexo de si próprio. Considere tudo num sonho projeções de si mesmo. Por isso, para o sonhador lúcido, mudar o sonho é uma questão de mudar a si mesmo.
Quando quiser criar elementos, molde-os preliminarmente ou, se for difícil, encontre em algum lugar, como por exemplo atrás de uma porta. Encontre amigos. Encontre-os em lugares familiares. Para ajudar, olhe para uma foto durante a técnica de acordar e voltar para a cama. Se você está interessado em arte, durante o acordar e voltar para a cama, decida sobre sua criação e vá dormir com a intenção de fazê-la.
A criatividade nos sonhos proporciona clareza e confiança necessárias para criar o que você deseja no mundo desperto.

13. Nativos

Nativos são pessoas que você encontra em sonhos. Eles têm diferentes níveis de consciência, em um amplo espectro. Desde baixa consciência, como “sonâmbulos”, média, como “amigos” e alta, como “guias”. Não trate a nenhum deles como inúteis: eles podem ser uma parte importante da sua psique.
A ideia de amigos, mestres ou espíritos guias está presente em muitas culturas humanas e têm uma ampla utilidade entre todas estas culturas. Que tal desenvolver relacionamento com um deles? Nativos podem ajudá-lo com curas, conselhos, intimidade e sexualidade. Um nativo agressivo ou hostil que você tenha que encarar também pode ajudar na sua integração e cura.
Uma conversa com um nativo pode ser muito instrutiva. Pergunte: Quem é você? Por que está aqui? Há algo que eu possa fazer para ajudá-lo? Você gostaria de me mostrar alguma coisa? Qual é o seu nome? Você representa alguma coisa importante? O que eu deveria fazer da vida agora? Onde estamos? Você pode cantar uma música para mim? Leve-me para uma aventura!
Ninguém sabe exatamente o que ou quem são os personagens de sonho. Podem ser projeções de si próprio ou podem ser seres “independentes”, como o próprio personagem Filemon dos sonhos de Jung.

14. Superpoderes

Dentro dos sonhos, superpoderes são possíveis, dependendo apenas de foco e confiança. Pode-se mudar de forma, fazer telecinesia ou telepatia, criar e manipular bolas de energia ou operar magia. Ao manipular a energia no sonho, você se conscientiza do tecido mais profundo dos sonhos.

15. Vencer pesadelos

Pesadelos podem ser usados como gatilhos para atingir a lucidez e chegar ao âmago do que o perturba.

As figuras hostis não desejam feri-lo, mas passar uma mensagem. Não tente fugir. Você está em segurança, pois aquilo que tenta lhe fazer mal é uma parte de você mesmo. De qualquer maneira, a todo momento você pode acordar. Mas o melhor mesmo é abordar o pesadelo, pedir reforços, escrever na vida desperta um final feliz para o mau sonho e, ainda, dialogar com o pesadelo: Por que você está me perseguindo? Como posso ajudá-lo? O que você quer? Quem é você? O que você representa? O que você tem a me ensinar? Por que estou nesta situação? Faça perguntas ao pesadelo para trazer à luz elementos reprimidos ou à sombra.

Em muitos casos, ao invés de encarar com agressividade o elemento hostil, uma boa ideia é abordá-lo com amor e humildade. Não tente mudar o sonho, mude a você mesmo.
Os efeitos de cura nos pesadelos transportam-se para sua vida acordado e enriquecem-na.

16. Cura e plenitude

A cura psicológica e mesmo física é possível por meio dos sonhos lúcidos. Egípcios, gregos, iogues de sonhos e xamãs o fizeram por centenas de anos.
Você pode projetar experiências específicas, criativas e visuais para se curar, como banhar-se em águas curativas ou feixes de energia, visualizar seres que “comem” seus males, um fogo que consome suas dificuldades, encontrar entes queridos e encontrar seu curandeiro interior.
Use os sonhos lúcidos para encontrar a integridade e reunir partes perdidas ou excluídas de você mesmo. Elementos e pessoas podem representar dificuldades emocionais, experiências reprimidas ou partes de você mesmo, como a criança interior. Reúna-os, acolha-os, ame-os, encaminhe-os.

17. Incubação de sonhos

Incubação é uma técnica para definir o sonho que você vai ter.
Tudo o que é necessário é intenção visual, apaixonada e específica. Escreva sua intenção em uma frase ou pergunta sucinta e clara. Para ter mais força, faça um desenho para acompanhar a intenção escrita. Desenhe sua intenção. Coloque a intenção (frase e desenho) sob o travesseiro – não se trata de uma superstição, mas de uma mensagem adicional enviada ao cérebro. Além de tudo isto, você pode inventar um ritual próprio para a incubação do sonho. Quando mais emocionado, tocado e focado pela intenção, mais eficaz será o processo de incubação.
Depois, repita mentalmente sua intenção até dormir. Pratique acordar e voltar a dormir como técnica de incubação.
Normalmente, as melhores intenções são aquelas que você tem um envolvimento emocional, como cura para uma doença, resolução de perdas ou problemas profundos ou outros de grande carga emocional. A incubação pode ser uma técnica que prepara o cenário de um sonho lúcido.
Não espere respostas claras e diretas como resultado de um sonho incubado. Fique atento – você nem sempre recebe o que pediu. Às vezes pode ser uma resposta a uma pergunta que você deveria ter feito, ou de outra utilidade maior. Use-a bem, de qualquer forma.

18. Wild

WILD é outra técnica para ter sonhos lúcidos, assim como DILD. Significa wake-initiated lucid dream, ou sonho lúcido iniciado na vigília. Sua característica distintiva é que você passa direto da vigília para o sonho lúcido sem perda da consciência. O corpo relaxa por completo sem a perda da consciência. Não é exatamente igual à consciência da vigília, pois a consciência é um espectro, mas o nível de lucidez é muito alto.
Implica uma transição consciente pela zona crepuscular, ou local entre sono e vigília, sendo um momento em que consciência e inconsciência se misturam. De certa maneira, é o mesmo tipo de prática dominada pelos xamãs e iogues dos sonhos. Com as faculdades lógicas e analíticas temporariamente amortecidas, surge um fluxo de imagens, conexões criativas e intuições.
Trata-se de ficar mais tempo na zona crepuscular. Para realizá-lo, usa-se o recurso acordar e voltar para a cama. Ao invés de dormir, foque na respiração, conforto da cama, não se prendendo a pensamentos, encontrando equilíbrio entre um corpo relaxado e uma mente alerta. Neste relaxamento atento, durante a transição da zona crepuscular, ocorrem imagens hipnagógicas, incluindo flashes de luz. Após, aprofundando, surgem zumbidos e vibrações. Observe as imagens até que fiquem nítidas. Na medida que ela fica clara por alguns segundos a imagem irá “engolfá-lo”. Aí começa o WILD.

19. Conhece-te a ti mesmo

Visto tudo isto, os autores sugerem fazer a escolha consciente de prestar atenção na própria vida interior. Isto envolve sonhos, sentimentos e crenças. Algumas dicas são procurar guias dentro dos sonhos, interpretar o sonho dentro do sonho, pedindo insights e interpretando personagens e acontecimentos à medida que eles aparecem e pensar sobre aspectos mais profundos como: Quem sou eu? Onde estou? O que é Deus? O que são tempo e espaço? Eu sou meu corpo? Como é minha alma? O que vai acontecer quando eu morrer?
Com os sonhos lúcidos existe a vantagem de poder misturar as mentes consciente e inconsciente, revelando mais e compreendendo sobre si mesmo.

20. Vigília e sonho

Os autores sugerem que vários princípios aplicados aos sonhos, especialmente aos sonhos lúcidos, podem ser aplicados à vida acordado. Por exemplo, a ideia de que os elementos dos sonhos são partes do próprio eu poderiam ser, de alguma maneira, aplicados à vida acordado. A sugestão é imaginar os elementos do mundo real como parte de um eu maior.
Além disso, os autores enfatizam que o objetivo dos sonhos lúcidos não é passar a vida dormindo e aproveitando as experiências, mas trazer mais consciência à vida cotidiana. Isto fará com que sejamos menos governados por hábitos, crenças e rotinas, nos trará aprendizado sobre como estabelecer intenções, permitirá encarar a vida de um jeito mais simbólico e os sonhos de uma maneira mais literal, fará enxergar mais claramente padrões cotidianos e estimulará o sonhador a se esforçar mais para criar o mundo no qual quer viver. A isto os autores chamam de incubar a realidade.

21. Conclusão – uma visão do futuro

A obra conclui com a sugestão de que os sonhadores lúcidos possam imaginar um mundo a partir de uma maior consciência e buscando os grandes mistérios humanos e universais, especialmente respostas à pergunta “por que sonhamos?”

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