Sam Keen abre esta obra intrigado pela pergunta: “O que faz um homem de verdade?” É a pergunta que muitos homens e mulheres farão e que ecoa por toda uma vida. O fato é que a jornada na direção da plenitude, segundo o autor, é cheia de surpresas que serão experimentadas passo a passo. Não se pode pular capítulos ou “ler o fim da história”.

1. Iniciação e ritos de passagem

O ser macho está biologicamente codificado. Ser um homem, no entanto, implica toda uma rica interconexão com as instituições de uma cultura. Parte destas ligações são feitas por meio de ritos de passagem, muitos dos quais formais e aparentemente irracionais, além de costumes informais. Tais ritos e costumes, em geral, encenam um drama em três atos de transformação: separação, iniciação e reincorporação.
A separação (do seu status antigo de, por exemplo, menino) é geralmente um ato severo de deixar para trás o que precisa ficar. A iniciaçãoenvolve rituais que apresentam formas, padrões, comportamentos e sentimentos apropriados ao novo estado. Por fim, a reincorporaçãoé feita após ser satisfeita a condição da iniciação, regressando ao mundo normal, praticamente num renascimento.
Ato I – Separação: envolve alguma forma de calvário doloroso normalmente dramatizando a separação. No caso dos homens, a separação do mundo das mulheres. Tanto mais é doloroso quanto é o envolvimento bélico da tribo ou grupo cultural. Quando há uma questão guerreira em voga, o rito objetiva transformar meninos civis em homens militares, já que “a vida de um homem é a vida de um guerreiro.” Neste caso, em geral, implica renegar tudo o que é “feminino” e suave em si. A dor está envolvida porque é o símbolo de que o menino deve sacrificar seu corpo pela tribo. O corpo à tribo pertence, e não mais ao indivíduo. Ocorre a substituição da identidade pessoal pela marca da tribo. Este é um ferimento original, cicatriz física mesmo em torno da qual o caráter masculino tem sido tradicionalmente construído. É um sinal exterior de uma transformação interior.
Ato II – Iniciação: O propósito dos ritos torturantes é quebrar a identidade infantil. Ao ser iniciado, o menino entra para a comunidade dos homens absorvendo a enciclopédia da cultura. Ele será aprendiz, durante a iniciação, de toda a tecnologia prática para tornar-se homem, bem como da tecnologia espiritual.
Ato III – Reincorporação: Ao finalizar a fase iniciatória, alguma insígnia da masculinidade investe o menino: espada, escudo, artefato de penas, marca, símbolo, etc. Poderia ser também escolhido um novo nome. A insígnia é um símbolo da graduação, com o qual o homem de novo status retorna ao seio da comunidade.
Embora tudo isto, os ritos de passagem, por dolorosos que fossem, eram social e psicologicamente econômicos, pois costumavam gerar identidades seguras e conhecimento confortável de papéis, sem precisar fazer-se perguntas infindáveis cujas respostas são não imediatas. Isto é facilitado na mulher por conta do ritual da menstruação. Neste aspecto, é como se o menino se convertesse homem no tempo de Kairóse a mulher no tempo de Chronos.
Então, boas e más notícias rondam os ritos: se por um lado os povos tradicionais sabiam quem eram, por outro tais ritos e costumes poderiam impedir o desenvolvimento de uma personalidade individual. Por paradoxal que pareça, nós, homens modernos, podemos encontrar na nossa instabilidade uma chave para a nossa força.

2. O Rito da Guerra e a Psique do Guerreiro

Como os homens têm sido, historicamente, os principais agentes da violência, é fácil atribuir a culpa à biologia. No entanto, isto faz passar por cima do óbvio: de que os homens são sistematicamente condicionados a suportar a dor, a matar e a morrer a serviço da tribo, nação ou Estado. A psique masculina é a psique do guerreiro.
A compreensão do homem e da deturpação que existe nas relações homem e mulher passa por olhar o que acontece com a mente, corpo e alma do homem socialmente moldado pela expectativa de sofrer, matar e morrer para proteger quem ama. Infelizmente, o sistema da guerra modela tanto a psique masculina quanto a feminina.
Freud tem uma contribuição para esta compreensão: para ele, a psique se parece com uma nação em miniatura organizada para prevenir-se de ameaças, reais ou imaginadas, externas ou internas. O ego aguerrido se esquiva do superego e dos escuros poderes da libido. As armas desta luta são os mecanismos de defesa, como a repressão (exclusão da consciência de uma ideia e sentimento penosos), o isolamento (separação entre sentimentos penosos e ideias para facilitar a aceitação da última), a formação de reação (substituição de um impulso inaceitável pelo seu oposto), o deslocamento (afastamento de um desejo inaceitável de seu objeto original para outro menos ameaçador), a projeção (atribuição de um impulso inaceitável a outra pessoa), a negação (negar fatos, evidências e ideias lógicas) e a racionalização (emprego de razões para acobertar motivos inconscientes). Foi Reich, no entanto, quem informou que, não só a mente, mas também o corpo se formata pela vida passada no meio de ameaças e violência (as “couraças”, “armaduras de caráter” – padrão de tensão e rigidez muscular que congela o indivíduo na postura apropriada a, por exemplo, a luta).
A psique do guerreiro formata mentes com a proliferação de modelos mentais, memes, como “O preço da liberdade é a eterna vigilância”, entre outros. Este condicionamento (de homens e mulheres) produz tipicamente a emoção da raiva. Por outro lado, condicione (mulheres e homens) a prezar a submissão e a emoção mais prontamente expressa é a tristeza.
Características da psique do guerreiro: 1) atitude dramática, heroica; 2) força de vontade, decisão, ação; 3) sentido de aventura, de perigo; 4) identificação da ação com a força; 5) visão paranoide do mundo; 6) pensamento em preto e branco; 7) repressão do medo, da compaixão e da culpa; 8) obsessão com o posto e com a hierarquia; 9) degradação do feminino.
Está sempre presente, ao se analisar a psique do homem, a violência contra a mulher. Antes de atribuir a tendências inatas, é preciso reconhecer que “lixo entra, lixo sai”, ou seja, violência entra, violência sai. Uma cultura e uma sociedade violenta perpetua a violência. Feridos tornam-se feridores. E isto ocorre indiscriminadamente, na medida em que as estatísticas mostram que a proporção de violência masculina contra homens é maior do que contra mulheres. E se o modelo mental predominante de uma cultura é o de que as únicas maneiras de defender as pessoas que ama são a guerra, derramamento de sangue e sacrifício da vida, não poderemos esperar atitudes muito díspares. Foi a necessidade histórica, e não a dureza inata de coração ou gosto pela crueldade, que levou o masculino a transformar-se numa casca de músculos e de vontade em torno de um vazio.

3. O Rito do Trabalho e o Homem Econômico

Os preparativos para o ritual masculino do trabalho iniciam antes mesmo da idade escolar: “O que quer ser quando crescer?” Ainda assim, em sociedades seculares, a maioria dos ritos masculinos iniciam-se normalmente na instituição de escolaridade. Envolve a doutrinação e homogeneização nos mitos dominantes, sistemas de valores e repertório de histórias heroicas. Outro rito é o primeiro emprego de tempo integral, que tem status equivalente à primeira luta ou primeira relação sexual. Em troca de colocar de lado a ociosidade infantil e individual e assumir responsabilidade em ceder seu tempo à sociedade, o iniciado recebe o objeto de poder – dinheiro – que lhe permite participar da vida adulta da sociedade. Na sequência, contrair dívidas é outra parte importante da assunção de responsabilidades da virilidade. A disposição para viver além dos meios liga-nos ao sistema econômico, exigindo excesso de trabalho e excesso de consumo.
Depois, há toda uma hierarquia de iniciações simbólicas, como dirigir, ter automóvel, um relógio, etc., tudo isto significando grau avançado de masculinidade. Entre outras, a mensagem implícita é que a virilidade pode ser comprada. Ser pobre numa sociedade de consumo é ter falhado no teste da virilidade. Nesta sociedade, a tribo é a empresa. O homem “encontra” sua identidade como membro de tribos empresariais.
Sendo assim, há um ethos, um modo de operação, uma cultura implícita, que devemos revisar com olhos críticos. Por traz das luvas de pelica, da fachada de polidez e das políticas de pessoal esclarecidas das organizações jaz o punho de ferro da competição e da guerra. Observe as metáforas dominantes no linguajar empresarial: guerra, batalha, estratégia, tática, luta, combate, competição vitória, inimigos, concorrentes, oponentes, defesa, segurança, manobra, objetivo, poder, comando, controle, força de vontade, ataque – elas nos levam a uma visão paranoide do mundo e continuam a moldar a psique do guerreiro.
O preço do sucesso: esgotamento, vazio, ausência de sentido. Nisto, há um grande mercado para especialistas em relaxamento, nutrição, exercício e meditação. Mas a tensão não pode ser combatida com truques psicológicos, pois não é fisiológico, é filosófico, uma questão de visão de mundo. “Você pode relaxar, respirar profundamente, destinar algum tempo ao descanso e à recreação, e continuar sendo um guerreiro. Mas, no final de contas, a única cura da tensão consiste em abandonar o campo de batalha.
Veja outras mensagens implícita sobre a virilidade no meio empresarial-econômico em vigor: 1) o asseio está próximo da prosperidade; 2) olhe, mas não toque; 3) prefira abstrações; 4) especialize-se; 5) fique sentado em silêncio e permaneça dentro da sala; 6) viva de acordo com o relógio; 7) vista o uniforme; 8) mantenha distância, fique no seu lugar; 9) dessensibilize-se; 10) não se preocupe com grandes questões morais. Especialmente para os homens, a nossa cultura é dirigida para fora, nos recompensa por permanecermos estranhos a nós mesmos, não familiarizados com os sentimentos, a intuição ou as sutilezas da sensação e dos sonhos.  A agressão e a racionalidade não são inatas, mas produtos socialmente conferidos aos homens como papéis principais da guerra e da ordem econômica. O homem econômico não é um homem, mas um ser neutralizado, privado de gênero e subserviente às leis de mercado. O perigo da economia não é transformar mulheres em homens, mas destruir a plenitude tanto da masculinidade como da feminilidade.

4. O Rito do Sexo

Guerra, trabalho e sexo, tríade de ritos masculinos de iniciação, formam os pilares da identidade masculina.
Primeiro, perguntamo-nos: por que a ênfase em tamanho? Todo homem conhece aqueles momentos em que seu pênis se eleva em toda sua extensão, tão cheio de mistério primordial que parece um objeto natural de culto. Isto é uma meia verdade. O outro lado é que a nossa concentração na ereção é um ressarcimento aos sentimentos tocantes ao pênis e, portanto, ao eu, de que somos “pequenos”, indignos de confiança e vergonhosamente fora de controle. É difícil vê-lo na sua verdadeira perspectiva, fora da obsessão. É como olhar por duas extremidades do mesmo telescópio. Mas o fato é que “de um modo geral, nossa sexualidade foi tão formada pelos nossos papéis como guerreiros e trabalhadores que ainda não sabemos separar a sexualidade do ímpeto do desempenho e da conquista”.
Nossas iniciações dão-se, sejam elas negligenciadas ou não. Uma das primeiras iniciações sexuais são as poluções noturnas. Depois elas podem passar a ocorrer nos vestiários. Ali observa-se, surpreendentemente, que embora sejamos bombardeados com estímulo e propaganda sexual, permanecemos reservados no tocante à experiência pessoal. No que se relaciona às mulheres, nossa cultura imprime mitos e ritos, como desempenhar o papel de guerreiro sexual, conquistar e possuir quantas forem possíveis como prova de potência. Depois, desempenhar o papel de trabalhador sexual, “fazer amor”, executar, produzir o resultado pretendido: satisfazer a mulher. A mensagem que recebemos da cultura é: “O homem é tão bom quanto o seu desempenho”, “O homem faz acontecer”, etc.  Estamos tão viciados em provar potência e desempenhar que não temos nem tempo de apreciar as flores. Outro axioma da sociedade competitiva é que é mais eficaz dar do que receber.
Vale atacar alguns mitos. “Homens não se interessam por relacionamentos” não é verdadeiro. A maioria despende quase tanta energia tentando acertar suas relações com as mulheres quanto despende em relação ao trabalho. E somos tão românticos quanto as mulheres. Porém, é-nos mais difícil confessar a dependência das mulheres e nossas decepções nos relacionamentos. Emocionalmente falando, os homens são gagos na linguagem sexual. Mas isto é de se esperar de um gênero treinado para, por gerações, ser guerreiro e trabalhador, condicionado a não sentir nem expressar, mas a aguentar e conquistar.

5. A Medida da Virilidade e sua Breve História

A tarefa da nova masculinidade é criar uma nova visão de si mesma, numa cultura que já não acredita em santos, ideais divinamente revelados ou valores absolutos. Mas onde, além dos heróis contemporâneos e populares, se iriam encontrar modelos de masculinidade? O fato é que a masculinidade não é uma essência eterna ou absoluta, mas uma construção cultural que se modifica. Nossas certezas acabarão vindo de nossa comunidade pois, em grande medida, vemo-nos como os outros nos veem. Provavelmente, os nossos modelos de admiração são as metas sobre o que almejamos ser.
Em grande parte, acabamos como herdeiros das maneiras em que os homens se definiram a si mesmos ao longo de nossa história. Isto inclui o homem como caçador, plantador, guerreiro, filósofo pensador, santo, demônio, Dionísio apaixonado, profeta, ser divino transcendente, barão poderoso, hermético ser científico-tecnológico, self-made-man, ser psicológico, ente pós-moderno, etc. Mas, como nota a mitologia, não há estanqueidade e acabamos frequentemente governados pela dialética mitológica: tese, antítese, síntese, ou mito, contramito e mito renovado. Na prática, a virilidade sempre foi medida pela disposição do homem de ouvir o chamado do seu tempo e responder a ele, até que este chamado não fosse mais eficaz. No tempo atual, porém, vivemos a confluência de dois grandes sistemas: um velho mito que vê a realidade como discórdia constante e acredita no combate, guerra e competição econômica como inevitáveis, e um novo mito que percebe a vida como uma realidade unificada em entidades interdependentes cujo bem-estar depende de cooperação e compaixão.
Para Keen, nosso desafio é crescer além do mito da guerra e da psique do guerreiro e criar uma nova forma de economia ecológica que preserve a terra. No futuro, homens e mulheres poderão continuar guerreiros, porque sempre se haverão com o poder, mas administrando-o sem recorrer à violência. A paz significa manter o debate se desenrolando de maneira civil, perpetuamente.
Atente-se, porém, que este não poderá ser um homem frio, controlado, pós-moderno, sem paixão, atrevimento, risco, paixão, eros ou impulso. Tampouco um “nova era”, absorto em si mesmo, em seus sentimentos e empenhado apenas no próprio “crescimento”. O desafio é claro: descobrir uma forma pacífica de virilidade e criar uma comunidade ecológica, mas tornando-se cavalheiros ardentes no processo.

6. Uma Cartilha

Há uma jornada heroica dessa tribo recém emergente de peregrinos espirituais. É uma jornada de morte e renascimento com dois estágios distintos: a busca sentimental, uma peregrinação nas profundezas do eu, e o regresso ao lar, com um sentido renovado do eu, novas virtudes e um sentido renovado da virilidade.
O mapa para a jornada heroica envolve romper a inconsciência sobre as forças que modelam a vida do homem. Especialmente a visão tradicional do mundo ocidental, patriarcal, tecnológica, conflituosa e militarista. Quanto à peregrinação no interior do eu, a jornada implica a transformação de ênfases, numa passagem:
  1. Do pragmatismo ensolarado à escura sabedoria do tempo do sonho
  2. Da posse das respostas à vivência das perguntas
  3. Do dogmatismo à grande dúvida
  4. Da insensibilidade à dor varonil
  5. Da rudeza artificial ao medo viril
  6. Da culpa e da vergonha à moral responsável
  7. Do isolamento à consciência da solidão
  8. Do falso otimismo ao desespero sincero
  9. Da ação compulsiva ao repouso e à espera
O regresso ao lar é constituído de um novo modelo de virtudes heroicas. Uma passagem do “eu” para o “nós”, do solitário para a comunidade, da terapia para a ação no mundo. A masculinidade moderna é um trabalho em andamento da busca de virtudes como:

  1. A virtude da admiração
  2. A virtude da empatia
  3. A virtude da mente entusiástica
  4. A virtude da indignação moral
  5. A virtude dos meios corretos de subsistência
  6. A virtude do prazer
  7. A virtude da amizade
  8. A virtude da comunhão
  9. A virtude da conservação
  10. A virtude da rusticidade

7. Congraçamento de Homens e Mulheres

Em primeiro lugar, note-se que previamente a um congraçamento, houve a necessidade de décadas até que os homens de boa vontade começassem a classificar as acusações recebidas, declarando-se culpados quando correto, mas recusando-se a aceitar a raiva injusta. Neste sentido, Keen sugere um “Não!” ao “feminismo ideológico” e um “Sim!” ao que chama “feminismo profético”. A diferença entre um e outro é mais uma questão de estado de espírito, tom de voz, foco, ênfase e modalidade de sentimento.
Vem depois o convite à percepção de que o sistema, que é codependente da ação e anuência de ambos os sexos, é que é perversamente danoso tanto a mulheres quanto a homens. A boa ou má sorte converte-se em destino pela percepção. Nossa primeira libertação envolve a disposição para ver como fomos escravizados por um sistema que construímos juntos. E ele só nos amarrará se decidirmos permanecer inconscientes.
Para acabar com o jogo da acusação é preciso estabelecer uma relação de compromisso em que duas pessoas concordam em trabalhar juntas no processo de se tornar conscientes e compassivas. No final, precisamos sofrer juntos. “Só o arrependimento, o pranto e o perdão nos abrirão o coração um para o outro e nos darão o poder de recomeçar”.
O caminho da intimidade, porém, exige um pouco mais. Talvez atenuar o “abismo” que parece separar os sexos. Na opinião de Keen, ele é uma ilusão. Para o autor, até mesmo as tradicionais qualidades masculinas e femininas que precisam ser “casadas” dentro de cada homem e de cada mulher não são tão exclusivamente masculinas ou femininas. Ao atenuar essa “fronteira”, Keen acaba confessando que “não sou capaz de [dizer qual é a diferença entre o homem e a mulher], mas isto não significa que eu não possa reconhecê-la. Um mistério autêntico é protegido pelo silêncio que persiste após a análise e a explanação”.
Keen adverte ainda que “não há nada mais urgente que homens e mulheres têm de fazer juntos do que redimir-se das organizações anônimas, do excesso de televisão, das refeições feitas às pressas, e redescobrir as satisfações duradouras inseparáveis das refeições em comum, da comunhão de amigos e da reunião da comunidade. […] Em nosso tempo, a jornada se inicia quando homens e mulheres ouvem um chamado comum para congraçar-se e criar um novo tipo de ordem social que não se baseie na inimizade nem na esperança de conquista e respondem a ele”.

8. Dicas de Viagem

A obra finaliza com dicas para os peregrinos:

  1. Formar grupos de busca
  2. Revalorizar a própria história pessoal de virilidade, envolvendo elementos como guerra, conquista, competição, poder e outros valores, trabalho, dinheiro, vocação, sexo, amor e intimidade
  3. Estar ciente do próprio repertório de sentimentos e emoções
  4. Cultivar o próprio corpo masculino relacionado a uma psique renovada
  5. Cultivar a solidão
  6. Cultivar rituais, cerimônias e eventos simbólicos
  7. Empreender ação com ânimo e viril

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